...Deus... Preciso de ajuda.
samedi 28 novembre 2009
Fear...
Medo, a mesmo tempo que fica, evanesce. Pressinto que, logo, estará extinto de todo. O próximo passo é aquele de que todos estão cientes: em breve, não haverá Flaísa. Em breve, a imatura vai morrer... e a madura não terá tempo ou oportunidade para chegar. Tempo. É escusada a falta de tempo. Necessário é o tempo para a despedida. Não sou nada.
Publié par Flaísa Tárcila à 15:04
Loneliness...
O que se opera em meu espectro agora? Solidão. Por que não abdicas de mim?...
Publié par Flaísa Tárcila à 07:21
mardi 24 novembre 2009
Words, life, heart.
Preleção em tinta. Escrita. Poeta-poesia é redação, poeta-poesia é narrativa. Poeta-poesia é alarde que se cria, psiquê que se incute à alma. Poeta-poesia é o que cabe ao pensamento. Poeta-poesia é aquele, é aquilo, é quem, é o quê. Poeta, poesia, poeta-poesia. Poeta-poesia é fecundo.
Palavras são essência, pois a descrevem. Palavras são sentimento, pois o inventam. Palavras são frenesi e reparação, palavras são sofreguidão e são urgência.
Crie, viva, imagine, pois nada se compara a um universo expresso em letras. Nasça e faça nascer, viva e deixe viver, conceba e seja concebido: arte é tudo o que se escreve, tudo que se lê. Tudo que se nota, tudo que se vê. Palavras são vistas. Palavras não são insignificantes - são significado. Palavras são fatos, palavras são palavras, palavras são escuro, palavras são futuro. Palavras - submeta-se à glória das palavras.
Publié par Flaísa Tárcila à 14:13
I know they live...
O hoje foi fatídica concepção. Vergonha. Permaneço sorumbática, prostrada a meu próprio frenesi de morbidez. Sou uma porta sem qualquer maçaneta.
Publié par Flaísa Tárcila à 14:08
samedi 21 novembre 2009
Doom.
"E minh'alma morre, aos solavancos, nesta medonha carruagem", para recordar meu favorito autor. Grande Álvares de Azevedo.
Minhas feridas trescalam o mais profuso temor de meu espírito urgente; como será, quando será, por que será? A carne indaga, arrebata minha convicção de um período sutil e vazio de atribulações. Paz. Vácuo. Solidão. Abstinência?
Quando parará meu espectro de debater-se às paredes do cáustico caos? Quando parará minha mente de ponderar e borboletear sobre as minúcias persistentes ao redor? Para onde devo correr, a fim de esquivar-me de meu eu? Eu? Já interpelei: eu? quem sou eu? Estou aqui? Estou presente neste momento?
Quando o bálsamo roçará minha alma de fogo? Queima assaz nos lábios, queima assaz no talhe. Chuva. Chova. Chover. Não chove mais.
Publié par Flaísa Tárcila à 05:18
samedi 14 novembre 2009
Silver...
Céus. Estudos e estudos. Que tal abdicar de escritas convalescentes e mórbidas? Oh, não mesmo. Poderia eu abdicar de minha natureza? Poderia repudiar a convenção de espectros em meu eu? Eu? Quem sou eu? Sou do mundo antigo? Estou presente neste momento? Creio que seja somente um dos fantasmas. E viajo constantemente, incansavelmente, irrevogavelmente, importantemente. Sol. O sol não se apaga. Amarelo. Dourado. Prata?
Publié par Flaísa Tárcila à 07:49
jeudi 12 novembre 2009
You.
Divisei uma Flaísa abarrotada de fadiga e frustração - em certos aspectos -, quando, de repente, não mais que de repente, um lampejo avivou meu olhar. E apercebi-me de você. E não foi algo calculado, matutado ou ajustado por meu imaginário debilitado e apinhado de extravagâncias - foi simplesmente natural e repentino. Não algo à primeira vista, mas algo que meu organismo processou, sem se dar conta do perigo que corria, aos poucos. Ao fim de um processo silencioso e sorrateiro, vi-me entre sua figura e mim mesma, vi-me entre duas paredes que vêm ao encontro mútuo. E, por Deus, pedi que me ajudassem, antes que me acostumasse a tal situação. Contudo, não obtive socorro. E, agora, sua pessoa parece demasiado boa para ser real. É árduo crer que você exista.
O tempo é efêmero, embora aja como se jamais fosse findar-se. Escoa-se rapidamente, e já há quase dois meses que coexistimos da forma como coexistimos. E, Céus, acostumei-me a isso. Considero-me um verdadeiro desastre em diversos aspectos. Entretanto, quando me deparo conosco, não consigo conceber como possa ser tão sortuda. Ora, pois:
Em minhas temporadas de loucura, nos momentos em que piro, em que choro sem relatar motivos, você compreende e me abraça, procurando saber o que há de errado com a maluca que sou. E essa minúcia é inefável, não possui explanações. Você é meu amigo.
Rimos à toa, sua presença faz com que me esqueça de como é ser Flaísa e somente ria de todos os detalhes. Detalhes. Você é um conjunto deles, de muitos deles.
Todo meu dia vale à pena, se consigo me enxergar no fundo das suas íris cor-de-chocolate, se consigo ver-me brilhar nelas. Nem mesmo Master Card paga essa sensação.
É o modo como você sorri, como cora, como você desobedece aos limites, como você parece contemplar o vácuo, como suas piadas maldosas soam hilárias, como você parece ser o melhor presente que recebo em tempos!
Sei que merece meu melhor, já que me mostrou que pode lidar com meu pior. E eu o amo por isso. Como posso dizer que você é mais, para mim, do que consigo expressar em palavras? É clichê tentar expressá-lo assim? Céus, tudo o que sei é que há algo bom acontecendo aqui. E que fiz algo bom para merecer este momento.
Desejo seus dois lados, desejo o todo em que sua pessoa consiste, desejo ambas as metades de seu espírito. Porque simplesmente não há como crer que você realmente exista.
Eu o amo.
"Façamos, disto, nossa história; vivamos em glória" (Vanessa Carlton).
Publié par Flaísa Tárcila à 14:39
When I think everything is going to be alright...
A aspiração fulge no vácuo repudiado por meu existir proeminente. O espírito punge, mortifica meus anseios e reflete, em meu espectro de fosca prata, as nuances mais nuviosas de meu temor, enquanto o ser original, a essência do ente rutilante, debela-se em sua abstrusa composição, bramindo os rubis que abdicam das veias dos pulsos, quando uma incisão é incutida à epiderme. O morrer morre em mim, o viver decreta o fim.
Publié par Flaísa Tárcila à 13:58