A verdade é uma somente: tenho a amplitude do macrocosmo, e, portanto, preocupar-me com questões mundanas e já tão conhecidas é mesquinho e tolo. Estou ligada a uma realidade maior, plena, a um céu de conhecimento, estou direcionada a encontrar a plenitude de minha mente, sou obstinada - descobrirei a razão para estarmos todos aqui, porque esse é o verdadeiro motivo pelo qual estou viva; descobrir, navegar, desbravar, mesmo correndo o risco de perder minha própria vida em tal procura: é para isso que ela me foi entregue.
Não é preciso que eu encerre meu "espírito" - chamem como crerem ser melhor - em interrogações acerca de um pedaço de carne, porque sou maior que isso e tenho o direito de desejar partir as correntes que me interligam a tudo mais que seja mundano. Tenho sede de explorar, tenho ânsia por mergulhar profundamente no desconhecido e comungar com o mesmo.
Sou a rainha de uma promessa - devo ser fiel a ela.
Para o inferno, debater tolices;
Para o inferno, atirar pérolas à porcos;
Para o inferno, expôr minha verdade a quem quer feri-la;
Sou maior que tudo isso!
dimanche 18 avril 2010
Bet on me
Publié par Flaísa Tárcila à 06:36
dimanche 14 février 2010
Those tears...
Porventura, curioso caso, pode haver, neste mundo de meu Deus, alma mais alquebrada que esta, esta alma de pobre poeta, poeta que sonha, que vive e que se deixa perecer? "Aonde" estou eu, aonde se foi, onde está? Por que, então, sinto como se algo fosse arrebatado de meu peito, lançado ao ignoto? Onde está minha esperança, aonde foram meus dias? Por que é como se meu eu se visse inclinado a separar-se de seu próprio conteúdo? Veem? Veem como é arrancado, do peito deste poeta, o sonho? Veem como sofre sem conhecer, ao certo, o porquê? Não veem? Morre. Eu. Eu morro.
Publié par Flaísa Tárcila à 07:03
samedi 13 février 2010
New Perspective
Mas sorrio e permaneço firme, pois que nunca vão vencer.
Publié par Flaísa Tárcila à 05:37
samedi 30 janvier 2010
That's it...
Então, quando vem a bonança, ressurgem o medo e a ilusão em uma alma moribunda.
Aonde vai meu destino, aonde vai meu pensamento? Que hei de fazer, que hei de dizer, como agirei? Neste segundo, meu existir enxerga que, com tempo, e tempo, e vento, as pessoas andam mudando... e este pobre poeta já não se sente o mesmo.
Publié par Flaísa Tárcila à 17:01
dimanche 10 janvier 2010
It's vain to struggle, let me perish young!...
Tão notável é o desalento que, em minha seiva, corre, tamanhas são as réstias do tempo que se exauriu. Sorumbático torpor é o meu, não há viv'alma que me abstenha da balbúrdia de infames informações ou do bruto vazio que sorve minha existência.
Aonde foram meus dias, aonde foram meus sonhos, aonde foi a segurança que embalava meus brios? Aonde foi Flaísa? Onde cuida estar meu eu? Perdi-o? Perdi-me? Perdeu-se.
O bater destas pálpebras, o desmaiar de uma juventude, as convulsões de amor próprio; nada mais, nada mais.
Deus, para que tantos ais?
Dias transpoem-se, transponho-me eu. Sou livre em palavras; estou presa em vida.
It's vain to struggle! Let me perish young... (Lord Byron)
Publié par Flaísa Tárcila à 06:12
samedi 26 décembre 2009
vendredi 4 décembre 2009
A monster. That's what I am.
Estou morta ou viva? Há quem o diga? Estive doente na maior fração do tempo desta semana. E não concebo lhes garantir que meus anseios e idéias foram dos mais angelicais nesse período. Aspirei por horrores e esperei por eles. E eles não vieram. Passei dias à cama, alimentando pútrido e abjeto vício, agonizando a moléstia que se hospedava em meu seio. E onde estará ela agora? Tênue, suave, nada alarmante, nada comovente. Aos poucos, esvai-se. E seria escabroso, de minha parte, se proferisse que desejo que algo letal e não contagioso permaneça? Estou presa ao dossel nulo do leito de vidro, e por que ele não se rompe em estilhaços? Por que tenho de nutrir e incutir vício a esse lamuriar contínuo, exaustivo? Estou farta. E sou deveras nova para estar assim.
Publié par Flaísa Tárcila à 08:29