Tão notável é o desalento que, em minha seiva, corre, tamanhas são as réstias do tempo que se exauriu. Sorumbático torpor é o meu, não há viv'alma que me abstenha da balbúrdia de infames informações ou do bruto vazio que sorve minha existência.
Aonde foram meus dias, aonde foram meus sonhos, aonde foi a segurança que embalava meus brios? Aonde foi Flaísa? Onde cuida estar meu eu? Perdi-o? Perdi-me? Perdeu-se.
O bater destas pálpebras, o desmaiar de uma juventude, as convulsões de amor próprio; nada mais, nada mais.
Deus, para que tantos ais?
Dias transpoem-se, transponho-me eu. Sou livre em palavras; estou presa em vida.
It's vain to struggle! Let me perish young... (Lord Byron)
dimanche 10 janvier 2010
It's vain to struggle, let me perish young!...
Publié par Flaísa Tárcila à 06:12