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dimanche 18 avril 2010

Bet on me

A verdade é uma somente: tenho a amplitude do macrocosmo, e, portanto, preocupar-me com questões mundanas e já tão conhecidas é mesquinho e tolo. Estou ligada a uma realidade maior, plena, a um céu de conhecimento, estou direcionada a encontrar a plenitude de minha mente, sou obstinada - descobrirei a razão para estarmos todos aqui, porque esse é o verdadeiro motivo pelo qual estou viva; descobrir, navegar, desbravar, mesmo correndo o risco de perder minha própria vida em tal procura: é para isso que ela me foi entregue.
Não é preciso que eu encerre meu "espírito" - chamem como crerem ser melhor - em interrogações acerca de um pedaço de carne, porque sou maior que isso e tenho o direito de desejar partir as correntes que me interligam a tudo mais que seja mundano. Tenho sede de explorar, tenho ânsia por mergulhar profundamente no desconhecido e comungar com o mesmo.
Sou a rainha de uma promessa - devo ser fiel a ela.
Para o inferno, debater tolices;
Para o inferno, atirar pérolas à porcos;
Para o inferno, expôr minha verdade a quem quer feri-la;
Sou maior que tudo isso!

dimanche 14 février 2010

Those tears...

Porventura, curioso caso, pode haver, neste mundo de meu Deus, alma mais alquebrada que esta, esta alma de pobre poeta, poeta que sonha, que vive e que se deixa perecer? "Aonde" estou eu, aonde se foi, onde está? Por que, então, sinto como se algo fosse arrebatado de meu peito, lançado ao ignoto? Onde está minha esperança, aonde foram meus dias? Por que é como se meu eu se visse inclinado a separar-se de seu próprio conteúdo? Veem? Veem como é arrancado, do peito deste poeta, o sonho? Veem como sofre sem conhecer, ao certo, o porquê? Não veem? Morre. Eu. Eu morro.

samedi 13 février 2010

New Perspective

Mas sorrio e permaneço firme, pois que nunca vão vencer.

samedi 30 janvier 2010

That's it...

Então, quando vem a bonança, ressurgem o medo e a ilusão em uma alma moribunda.
Aonde vai meu destino, aonde vai meu pensamento? Que hei de fazer, que hei de dizer, como agirei? Neste segundo, meu existir enxerga que, com tempo, e tempo, e vento, as pessoas andam mudando... e este pobre poeta já não se sente o mesmo.

dimanche 10 janvier 2010

It's vain to struggle, let me perish young!...

Tão notável é o desalento que, em minha seiva, corre, tamanhas são as réstias do tempo que se exauriu. Sorumbático torpor é o meu, não há viv'alma que me abstenha da balbúrdia de infames informações ou do bruto vazio que sorve minha existência.
Aonde foram meus dias, aonde foram meus sonhos, aonde foi a segurança que embalava meus brios? Aonde foi Flaísa? Onde cuida estar meu eu? Perdi-o? Perdi-me? Perdeu-se.
O bater destas pálpebras, o desmaiar de uma juventude, as convulsões de amor próprio; nada mais, nada mais.
Deus, para que tantos ais?
Dias transpoem-se, transponho-me eu. Sou livre em palavras; estou presa em vida.
It's vain to struggle! Let me perish young... (Lord Byron)

samedi 26 décembre 2009

So...

Atualizando.
Que venha o novo ano.

vendredi 4 décembre 2009

A monster. That's what I am.

Estou morta ou viva? Há quem o diga? Estive doente na maior fração do tempo desta semana. E não concebo lhes garantir que meus anseios e idéias foram dos mais angelicais nesse período. Aspirei por horrores e esperei por eles. E eles não vieram. Passei dias à cama, alimentando pútrido e abjeto vício, agonizando a moléstia que se hospedava em meu seio. E onde estará ela agora? Tênue, suave, nada alarmante, nada comovente. Aos poucos, esvai-se. E seria escabroso, de minha parte, se proferisse que desejo que algo letal e não contagioso permaneça? Estou presa ao dossel nulo do leito de vidro, e por que ele não se rompe em estilhaços? Por que tenho de nutrir e incutir vício a esse lamuriar contínuo, exaustivo? Estou farta. E sou deveras nova para estar assim.

samedi 28 novembre 2009

...Deus... Preciso de ajuda.

Fear...

Medo, a mesmo tempo que fica, evanesce. Pressinto que, logo, estará extinto de todo. O próximo passo é aquele de que todos estão cientes: em breve, não haverá Flaísa. Em breve, a imatura vai morrer... e a madura não terá tempo ou oportunidade para chegar. Tempo. É escusada a falta de tempo. Necessário é o tempo para a despedida. Não sou nada.

Loneliness...

O que se opera em meu espectro agora? Solidão. Por que não abdicas de mim?...

mardi 24 novembre 2009

Words, life, heart.

Preleção em tinta. Escrita. Poeta-poesia é redação, poeta-poesia é narrativa. Poeta-poesia é alarde que se cria, psiquê que se incute à alma. Poeta-poesia é o que cabe ao pensamento. Poeta-poesia é aquele, é aquilo, é quem, é o quê. Poeta, poesia, poeta-poesia. Poeta-poesia é fecundo.
Palavras são essência, pois a descrevem. Palavras são sentimento, pois o inventam. Palavras são frenesi e reparação, palavras são sofreguidão e são urgência.
Crie, viva, imagine, pois nada se compara a um universo expresso em letras. Nasça e faça nascer, viva e deixe viver, conceba e seja concebido: arte é tudo o que se escreve, tudo que se lê. Tudo que se nota, tudo que se vê. Palavras são vistas. Palavras não são insignificantes - são significado. Palavras são fatos, palavras são palavras, palavras são escuro, palavras são futuro. Palavras - submeta-se à glória das palavras.

I know they live...

O hoje foi fatídica concepção. Vergonha. Permaneço sorumbática, prostrada a meu próprio frenesi de morbidez. Sou uma porta sem qualquer maçaneta.

samedi 21 novembre 2009

Doom.

"E minh'alma morre, aos solavancos, nesta medonha carruagem", para recordar meu favorito autor. Grande Álvares de Azevedo.
Minhas feridas trescalam o mais profuso temor de meu espírito urgente; como será, quando será, por que será? A carne indaga, arrebata minha convicção de um período sutil e vazio de atribulações. Paz. Vácuo. Solidão. Abstinência?
Quando parará meu espectro de debater-se às paredes do cáustico caos? Quando parará minha mente de ponderar e borboletear sobre as minúcias persistentes ao redor? Para onde devo correr, a fim de esquivar-me de meu eu? Eu? Já interpelei: eu? quem sou eu? Estou aqui? Estou presente neste momento?
Quando o bálsamo roçará minha alma de fogo? Queima assaz nos lábios, queima assaz no talhe. Chuva. Chova. Chover. Não chove mais.

samedi 14 novembre 2009

Silver...

Céus. Estudos e estudos. Que tal abdicar de escritas convalescentes e mórbidas? Oh, não mesmo. Poderia eu abdicar de minha natureza? Poderia repudiar a convenção de espectros em meu eu? Eu? Quem sou eu? Sou do mundo antigo? Estou presente neste momento? Creio que seja somente um dos fantasmas. E viajo constantemente, incansavelmente, irrevogavelmente, importantemente. Sol. O sol não se apaga. Amarelo. Dourado. Prata?

jeudi 12 novembre 2009

You.

Divisei uma Flaísa abarrotada de fadiga e frustração - em certos aspectos -, quando, de repente, não mais que de repente, um lampejo avivou meu olhar. E apercebi-me de você. E não foi algo calculado, matutado ou ajustado por meu imaginário debilitado e apinhado de extravagâncias - foi simplesmente natural e repentino. Não algo à primeira vista, mas algo que meu organismo processou, sem se dar conta do perigo que corria, aos poucos. Ao fim de um processo silencioso e sorrateiro, vi-me entre sua figura e mim mesma, vi-me entre duas paredes que vêm ao encontro mútuo. E, por Deus, pedi que me ajudassem, antes que me acostumasse a tal situação. Contudo, não obtive socorro. E, agora, sua pessoa parece demasiado boa para ser real. É árduo crer que você exista.
O tempo é efêmero, embora aja como se jamais fosse findar-se. Escoa-se rapidamente, e já há quase dois meses que coexistimos da forma como coexistimos. E, Céus, acostumei-me a isso. Considero-me um verdadeiro desastre em diversos aspectos. Entretanto, quando me deparo conosco, não consigo conceber como possa ser tão sortuda. Ora, pois:
Em minhas temporadas de loucura, nos momentos em que piro, em que choro sem relatar motivos, você compreende e me abraça, procurando saber o que há de errado com a maluca que sou. E essa minúcia é inefável, não possui explanações. Você é meu amigo.
Rimos à toa, sua presença faz com que me esqueça de como é ser Flaísa e somente ria de todos os detalhes. Detalhes. Você é um conjunto deles, de muitos deles.
Todo meu dia vale à pena, se consigo me enxergar no fundo das suas íris cor-de-chocolate, se consigo ver-me brilhar nelas. Nem mesmo Master Card paga essa sensação.
É o modo como você sorri, como cora, como você desobedece aos limites, como você parece contemplar o vácuo, como suas piadas maldosas soam hilárias, como você parece ser o melhor presente que recebo em tempos!
Sei que merece meu melhor, já que me mostrou que pode lidar com meu pior. E eu o amo por isso. Como posso dizer que você é mais, para mim, do que consigo expressar em palavras? É clichê tentar expressá-lo assim? Céus, tudo o que sei é que há algo bom acontecendo aqui. E que fiz algo bom para merecer este momento.
Desejo seus dois lados, desejo o todo em que sua pessoa consiste, desejo ambas as metades de seu espírito. Porque simplesmente não há como crer que você realmente exista.
Eu o amo.
"Façamos, disto, nossa história; vivamos em glória" (Vanessa Carlton).

When I think everything is going to be alright...

A aspiração fulge no vácuo repudiado por meu existir proeminente. O espírito punge, mortifica meus anseios e reflete, em meu espectro de fosca prata, as nuances mais nuviosas de meu temor, enquanto o ser original, a essência do ente rutilante, debela-se em sua abstrusa composição, bramindo os rubis que abdicam das veias dos pulsos, quando uma incisão é incutida à epiderme. O morrer morre em mim, o viver decreta o fim.

samedi 7 novembre 2009

Ghost.

Amo meus fantasmas. Sou amada também.

samedi 24 octobre 2009

Words... so many words...

Palavras. Resgatei-as do peito. Ou não?

dimanche 18 octobre 2009

Go away, sun...

Perdi-me em alguma noção de espaço, tempo. Caso eu possua qualquer noção sobre qualquer minúcia.
Confesso que, neste momento, tudo o que posso haurir é puro medo e ansiedade. Meus ombros estarão fortes e brutos o bastante para posteriores infortúnios e atribulações?
Havia nuvens espessas recatando a majestade celeste, fazendo com que o sol sorrisse por entre arrufos. Piedade. Agora, tudo o que há é puro sol. Sol. Vá-se embora, sol. Não vê que desmorona a sorumbática terra em febre?

mardi 13 octobre 2009

Alone.

Sou nada. Nada. Jamais esqueci-me disso. Porém, os fatos contemporâneos vêm afogueando essa certeza em meu interior.

Sinto-me perdida. E estou sozinha. Estou?